Não, não vou por a malta a chorar! Mas sim, voltei ao touch a life.
Quando programei toda a viagem tinha duas coisas em mente, passear por estes lados mas tentar estar tempo suficiente no Camboja e... estar o mais numero de sábados possíveis por cá. Afinal, sábado é dia de touch a life.
Para quem não se lembra do que é o touch a life, deixo o link do texto escrito há pouco mais de um ano, no dia em que entrei pela primeira vez naquela casa.
Hoje foi dia de regressar e como é bom estar de volta àquela casa. Tinha-me deitado já depois da meia-noite e acordado as 2.30h para tentar ver o Benfica. Tive nessa tentativa (que não passou disso) até quase ao fim do jogo e sabem que mais? Custa muito mais acordar as 8h em Lisboa para ir trabalhar depois de uma noite bem dormida do que custou hoje acordar as 6.30h para ir para lá. Não há como não me sentir bem naquela casa. É um sentimento difícil de descrever mas é mais um que também só sinto por cá.
A Mavis (responsável por tudo aquilo) não está cá, chega esta semana. Eu já sabia, tinha falado com ela na semana passada. Não estava a Mavis mas estavam pessoas como a Bonep, o Moh e o Trevor que, simplesmente, dedicam muitas horas das suas vidas para aquilo. Sou um sortudo por me cruzar com pessoas assim e mais sortudo me sinto por ver alegria deles ao verem que estava de volta. Além deles, aquilo estava cheio de voluntarios. Pessoas de todo o mundo, australianos, japoneses, irlandeses, alemães, cambojanos e aquele ambiente é incrível. Todos juntos, felizes e a lutar por a mesma causa. Ao som de abba, como sempre, desde as 7 da manhã a preparar 670 refeições para distribuir pelas crianças cambojanas - Sopa, omelete e arroz. É arrepiante, não é? Eu acho...
Começámos por cortar os vegetais para as omeletes. Eu, com toda a minha habilidade, fiz logo um corte num dedo que passou a manhã a sangrar. Seguiu-se os vegetais para a sopa e, depois, a missão interminável de empacotar 400 gramas de arroz 670 vezes. Era o mais novo e gajo, fartei-me de carregar sacos com mais de 20kgs de arroz.
Já depois de almoço recebi uma mensagem do Sovann (meu aluno mais velho) a dizer que já tinha acabado o trabalho e podia ir comigo à KILT quando eu quisesse (ontem tinha-lhe dito que achava que já sabia o caminho para a casa nova). Eu... não resisti. Deus me perdoe. Perguntei se precisavam de pessoas para ir à vila entregar a comida e a resposta foi que não, havia gente suficiente para ir (daí ninguém chorar hoje!!). Para as sopas também havia gente mais que suficiente portanto... Sim, hoje foi dia de voltar à KILT e estar com os meus pequenos grandes benfiquistas de novo.
O texto já vai longo, amanhã passo lá o dia e até posso tirar fotos à casa nova para partilhar convosco (hoje nem me lembrei disso) portanto o regresso à KILT fica para relatar amanhã. Sim, isto em gestão chama-se marketing mas não, é só mesmo sono.
Entretanto também fui matar saudades da Pub Street, jantei por lá e acabei a assistir a um concerto que tinha todo o ar de ser da estrela cambojana do momento. O bar estava cheio e os cambojanos completamente loucos, aos berros. São mesmo engraçados.
Andei também na aventura da lavagem de roupa. De momento, lavado só ainda tenho um fato de banho, umas calças e um casaco (não percebo porque é que ainda venho carregado com isso). A roupa só está pronta amanhã ao inicio da tarde, até lá devo ter que andar à caçador... E com esta me despeço.
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